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Bom apetite, antropófagos!

Salvador, Pindorama, ano 456 da deglutição do Bispo Sardinha.

sexta-feira, 26 de março de 2010

AUTOPOIESIS DO CORPOEMA

AUTOPOIESIS CORPOEMA

A autopoiesis corpoema se define como uma vivência de experimentação criativa em linguagens artísticas com o sentido de autocriação que busca simultaneamente poetizar a existência e incorporar a criação poética.
Autopoiesis pode ser considerado como o processo da vida de criar a si mesma, inventar-se e produzir a si mesma como um modo de ser que se manifesta em constante mutação, algo que se organiza a partir de um ambiente e assume um modo próprio de relacionar-se com seres afins e outros, integrando-se com os primeiros e diferenciando-se dos outros, gerando um caminho que se define por um sentido de existência: sua vontade de auto-realização.
Esta compreensão das chamadas sinergias é a síntese que parte da sabedoria arcáica profunda e exerce uma crítica radical dos valores e das relações de poder. Ela compreende a prática da autogestão, a partir de cada pessoa, nas mais diversas formas próprias a cada unidade social: grupos, famílias, comunidades, federações, sindicatos, associações, condomínios, escolas, universidades, movimentos culturais e outras entidades com diferentes graus de institucionalização.
A autonomia é compreendida então como uma manifestação da autopoiesis no nível social das relações vividas pelos agentes pessoais e coletivos da história.
A poesia enquanto criação simbólica de linguagem assume formas de versões imaginárias da realidade da vida e se expressa de modo original por cada poeta que eleva sua voz, ainda que silenciosa, para torná-la uma tradução dos conteúdos próprios às suas diversas experiências culturais, ou ainda, uma expressão singular da sensibilidade, que traduz a presença de espírito gerada pela ligação afetiva com sua gente.
O desenvolvimento da poeticidade é um caminho para a autopoiesis que favorece a autonomia através da experimentação comunicativa. A poeticidade pode ser entendida como uma qualidade que incita à autonomia através de práticas comunicativas que libertam a expressividade e aproxima as pessoas interativamente pelas afinidades de produção cultural.
Os momentos críticos tornam necessárias uma crítica radical e uma criação inovadora, portanto, se entrar em crise, crie!

14 comentários:

  1. po ehti zar a vida,´parir um poema,dar à existência caduca a bengala da beleza.reCriar a novidade,não simplesmente usar uma linguagem ,mas ser uma linguagem.Deixar a poesia ser diaologo e o dialogo ser você.deixo aqui uma citação do Edgar morin do livro Amor Poesia Sabedoria. "O objetivo fundamental na poesia é o de nos colocar num estado segundo,ou,mais precisamente,fazer com que esse estado segundo converta-se num estado primeiro.O fim da poesia é o de nos colocar em estado poético".
    Gabriel Ormuz Machado - Turma 13 Noturno

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  2. Na autopoiesis a criação interfere no criador e vice-versa. É o ser criativo, ativo e crítico. É a autonomia e a auto-realização. Experimentação + Criação!
    Vitor Carvalho – Turma 13 - Noturno

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  3. gerson garibalde21 de maio de 2010 22:56

    tb n consigo falar sobre o assunto, consegui compreender, achei legal o texto

    n precisa aceitar

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  4. me encontro longe da autopoiesis, assim creio, mas creio que estou errado.
    è incrìvel como nos momentos de crise me pego com um livro de poesia nas màos. Deve ser porque os poetas sào pessos em crise constante, e quando nào estào em crise, inventam uma. Pensando assim devo ser um poeta, com certeza jà sou um profeta, a crise vem aì, vèm os livros de poesias, e algumas poesias.

    Magnavita

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  5. A autopoiesis corpoema, a poesia do corpo, é a criação de um poema sobre você mesmo. Uma autocriação que traduz o ser, que interfere o intimo do criador, que permite ao mesmo tempo inventar e experimentar.
    Lais Almeida - turma 13 - noturno

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  6. Lucas Araújo Moraes - turma 110 - noturno7 de maio de 2011 23:57

    o texto tenta mostra que mesmo diante de uma crise o ser humano é capaz de cria, desenvolvendo assim um percurso que o leva a uma realizacão e afirmação

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  7. Joice de Jesus Gonçalves - Estudante da UFBA Bacharelado Intedisciplinar em Humanidades15 de maio de 2011 11:48

    AUTOPIESIS CORPOEMA

    Poetizar a existência sim, porque muito de nós passamos uma boa parte do nosso tempo demonizando e aterrorizando a nossa existência e a dos outros destruímos também. Aniquilando o que há de bom, em nós e nos outros. Portanto vamos poetizar para enaltecer e exaltar o nosso eu e os outros. Criar, produzir coisas boas a partir do caos, dos problemas, das dúvidas, das contrariedades, a fim de minimizar as tragédias da vida. Todos têm a capacidade de produzir e reproduzir manifestações, seja uma artista, seja filosófica, seja de outra natureza, somos ensinados a compreender o mundo a partir do olhar dos outros, por isso somos criadores e criaturas, por isso, contribua para a saúde do corpo, da alma e do espírito, a poesia é um bom caminho...

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  8. A autopoiesis define um sistema vivo,e inegavelmente somos seres autopoiéticos, traduzimos a realidade a partir dos instumentos, das lente de interpreçãso do mundo, assim decodificamos o que há entre e o que está fora da gente - o mundo que nos rodeia. Essa capacidade de autoprodução acaba por libertar, pois nada está pronto, tudo está em constante oportunidade de recriar-se, transformar-se diante de um mundo cada vez mais canibal, o mundo do vendável, rotulável e consumível.



    Priscila França - BI- humanidades, noturno

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  9. Autopoiesis: somos criadores e criaturas de nós mesmos.Se permitir, criar, experimentar tudo isso enriquece a auto-realização do ser humano.

    Vanise Nascimento - BI ARTES - DIURNO

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  10. Eu vi meu corpo expelir desejos, vontades e seguir transgredindo por aí... Despertou a cuca a expressar em versos e prosas sentimentos presos que não soltos viram dores, tumores e sofrimento. A autopoiesis corpoema se definiu assim pra mim: uma experiência vulcânica, antropofágica, que vibrou a minha criatividade e reverberou na minha arte, que é nossa. Comendo tudo que se pode, sem vomitar nada.

    Este texto do blog, só faz reacender a minha crença de que tudo ainda pode.

    Duzinho Nery

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  11. O corpo é poema, pois o corpo pensa o movimento é um pensar com o corpo. Corporizar um poema e trazer um pouco de si e muito do todo, pois somos construção cultural. Somos serrs antropófagos o tempo todo pois nos alimrntamos de nossos companheiros e inimigos.

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  12. Rafael Sanzio Silva2 de abril de 2017 10:59

    Refletindo sobre a Autopoiesis no Corpoema, passei por uma vivência que simplesmente explica tudo que aborda este magnifico texto, foi realização das atividades do componente curricular Ação Artística II da UFBA. Neste referido componente tive que me preparar para incorporar e recitar um poema, algo que sempre encarei com imensa dificuldade. Antes de me preocupar em fazer uma apresentação que os demais admirassem, tive que criar algo primeiramente me deixasse feliz. Foi onde encontrei tudo que envolve a Autopoiesis.

    Rafael Sanzio Silva, BI-Humanidades

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  13. Rafael Sanzio Silva2 de abril de 2017 11:03

    Refletindo sobre a Autopoiesis no Corpoema, passei por uma vivência que simplesmente explica tudo que aborda este magnifico texto, foi realização das atividades do componente curricular Ação Artística II da UFBA. Neste referido componente tive que me preparar para incorporar e recitar um poema, algo que sempre encarei com imensa dificuldade. Antes de me preocupar em fazer uma apresentação que os demais admirassem, tive que criar algo primeiramente me deixasse feliz. Foi onde encontrei tudo que envolve a Autopoiesis.

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  14. Poetizar a sua existência é a forma mais profunda de se expressar. Poder enxergar e externar o seu verdadeiro EU é uma prática libertadora para quem a faz e incentivadora para quem acompanha e é tocado por aquele sentimento ali imposto. A autopoiesi vem para libertar, quebrar padrões sociais, tabus... É uma forma pura de expressão que não deve ser controlada, é a linguagem do nosso corpo poético e precisamos deixar que ele fale, grite ou apenas sussurre no tom de sua liberdade

    Hirom Barreto, BI-Artes.

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