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Bom apetite, antropófagos!

Salvador, Pindorama, ano 456 da deglutição do Bispo Sardinha.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O MATRIARCADO DE PINDORAMA

VARIAÇÕES SOBRE O MATRIARCADO

Foi Friedrich Nietzsche quem divulgou uma curiosa descoberta de seu compatriota e contemporâneo Bachofen, a respeito do que se chamou depois de revolução patriarcal ou do direito paterno. (201)

Esse passado onde o domínio materno se institui longamente, fazendo que o filho não fosse de um só homem individualizado, mas, sim, o filho da tribo, está hoje muito mais atenta e favoravelmente julgado pela sociologia (...) Caminha-se por todos os atalhos e todas as estradas reais para que o a criança seja considerada o filho da sociedade e não como sucede tão continuamente, no regime da herança, como filho de um irresponsável, de um tarado ou de um infeliz que não lhe pode dar educação e sustento. A tese matriarcal abre rumo. (204)

AINDA O MATRIARCADO

Já assinalei que a tendência de todas as legislações e a de todas as sociedades atuais é considerar e defender a criança como um produto social. Cresce o número de crianças abandonadas (...) Mas já se esboça sem dúvida, como aqui, em toda a terra civilizada, a tendência de incorporar a criança mais no corpo social do que ao grupo familiar. (205)

O homem flutua e flutuará sempre enquanto for homem, nas dobras da dúvida, no mistério da fé e no imperativo da descrença, no abismo órfico que o acompanha do berço ao túmulo. Mas, poder-se-ão, por acaso, negar os prodígios conseguidos através de guerras sangrentas, de sacrifícios trágicos, de entregas absolutas, que começam a dourar os dias do século presente?(...) Trata-se apenas de resolver um problema – o da conquista do ócio. (209)

16 comentários:

  1. Vailton Silva Humanidades Noturno6 de maio de 2011 13:45

    ''Creio que não há nada de bárbaro ou de selvagem nessa nação, a
    julgar pelo que me foi referido; sucede, porém, que classificamos de
    barbárie o que é alheio aos nossos costumes".Montaigne
    Dessa forma leva-nos a pensar que os bárbaros de fato foram os
    colônizadores,que mataram em pouco tempo o que os "bárbaros" se
    levassem milènio degradeando-se não matariam-se.

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  2. ANTONIO MENDES-BI DE HUMANIDADES NOTURNO

    Observando a utopia antropofágica de Oswald,na transformação do patriarcado em matriarcado, por entender que este último proporciona o desencravamento do tabu patriarcal da história,transformando em totem de uma feliz e nova idade.proporciona-mos a analise do patriarcado ser assumido de fato pela sociedade, de forma que o cidadão seja realmente um filho da sociedade,ou seja, o indivíduo deve ser amparado pelo braço da sociedade e esta deve ser mantida pelo estado.
    Considerar a criança como um produto social é asegurar o cuidado a educação e o sustento desta quando a figura do pai e da mãe biológica não tem condição de lhe asegurar.
    Pensar este matriarcado social é considerar que a paternidade e maternidade não são somente papel do homem e da mulher que gerarão a criança mas também é responsabilidade das instituições sociais como:igreja, escola, comunidade,familia,etc.as quais irão inserir o sujeito neste meio cultural e permitir ao indivíduo a construção da identidade.

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  3. Homem e sociedade se integram. Este pensamento patriarcal, se realmente seguido, despertará uma reciprocidade de sentimentos. Se o todo compreende uma parte integrante, esta se sentirá como o todo.

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  4. O individuo é um ser social, e como tal constrói relações com o meio. Nessa construção o individuo contitui seu saber, transforma ou se adapta a sociedade. Através dessas relações que o Homem se realiza como pessoa, esta relação se dá na universidade, no trabalho, com a familia, no circulo de amizade.
    Por precisar de um grupo para se relacionar ou até sentir-se inserido nele, pois o Homem não sabe viver sozinho, há a necessidade de ser integrar-se na sociedade.
    Segundo Eugenio Mussak “Somos sociais não apenas porque dependemos de outros para viver, mas porque os outros influenciam na maneira como convivemos com nós mesmos e com aquilo que fazemos”. Essa inter-relação com o outro se dá à medida que interagimos, que conpartilhamos que construimos uma relação. Ninguém vive sozinho, isolado, todos nós precisamos do outro para que através dessas relações possamos aprender, concordar e discordar, perceber os diversos pontos de vista de uma determinda situação, saber que não somos o dono da verdade.
    Quando o texto acima aborda a questão de considerar a criança um produto social, percebemos o quanto esse meio irá lhe fornecer subsidios ou “não” para seu desenvolvimento, para seu crescimento, pois uma criança precisa desse meio social para aprender, para se desenvolver, construir idéias de valores, compreeender que é um ser individual, heterogêneo mais que precisa dessa interação com o meio.


    Adriana dos Santos Souza curso BI Humanidades – turma 08

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  5. Na divulgação de Friedrich Nizzche sobre a descoberta de Bachofren a respeito da revolução patriarcal ou do direito paterno é muito pertinente aos dias atuais no qual o filho acaba muitas vezes sendo entregue a sociedade de uma forma cruel por pais negligentes e no qual a sociedade também ver como bastado esses filho, temos a tese matriarcal como um novo caminho já visto em sociedades antigas onde os filhos não seriam apenas de um o individuo mais sim dessa sociedade que também teria de arcar com todo processo de acolhimento e instrução desse filho. Vejo esse tema como um assunto a ser discutido mais que realmente traria grandes beneficios a humanidade.


    Ana Claudia S.da Cruz Silva, B.I. Humanidades Noturno.

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  6. ANTONIO MENDES- BI DE HUMANIDADES NOTURNO

    Pensar a utopia antropofágica de Oswald, na transformação do patriarcado em matriarcado, por entender que este último proporciona o desencravamento do tabu patriarcal da história, transformando em totem de uma feliz e nova idade. Proporciona-nos a análise do patriarcado ser assumido de fato pela sociedade de forma que, o cidadão seja realmente um filho da sociedade, ou seja, este indivíduo deve ser amparado pelo braço social, braço este que deve ser mantido pelo Estado.
    Considerando que a paternidade e a maternidade não são papel apenas da figura do pai e da mãe que geraram a criança, é de fundamental importância o patriarcado das instituições sociais como: igreja, família, escola, etc. as quais tecerão a educação deste indivíduo e formar o meio cultural onde este interagirá na construção de identidades.
    Considerar a criança como um produto social é assegurar o cuidado e a educação e o sustento desta criança quando os pais biológicos não têm condições de lhe assegurarem.

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  7. Júlio Cézar Santos Raimundo Filho, aluno do B.I. de Humanidades (Not.)19 de maio de 2011 12:05

    Esse fato de que a criança se encontra cada vez mais incorporada no corpo social e menos no familiar,pode levar a pensar que um dos efeitos desse fenômeno seria a precoce emancipação ou maturidade do indíviduo. Mas isso é um questão de valores pessoais, não necessariamente quando falamos da criança como "produto social", quer dizer que seja um discurso positivo, já que baseado no próprio argumento do texto, há o afastamento dessa criança com o âmbito familiar. É na família (principalmente) que se desenvolvem os laços emocionais, onde a pessoa constrói relações baseadas nos vínculos de afinidade, no ato de dar atenção sem interesses mesquinhos... Razão pela razão é apenas análise. Desenvolvimento saudável do ser como racional, mas também emocional, vira dedução, abstração, o uso dos "instintos" e não apenas do ato de julgar. Além do quê, condicionar a criança como produto de uma sociedade desigual, egocêntrica, cada vez mais capitalista e "fast food" não me parece um bom "negócio"...

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  8. Gismar Junior - BI Humanidades Noturno

    O instinto humano (instinto do homem como animal, natural) não nos deixa agir de forma diferente. O homem, como sendo um ser social, inconscientemente ao se deparar com o terror de que seria uma vida em solidão, toma para si ou para sociedade da qual faz parte, qualquer individuo que se encontre em tal situação. pode acrescentar-se esse instinto a um dos valores de "ser humano"

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  9. Vailton silva D. - BI Humanidades Not.

    Uma criança não necessariamente deve está com uma família que lhe rejeita, bom seria se toda criança estivesse inserida no seio de sua família, e que esta pudesse dar o que há de melhor: amor, carinho, alimento e principalmente educação. Pois, uma criança bem educada e comtemplada com amor e carinho, possivelmente refletirá em um adulto capaz de relaciona-se com á sociedade de uma forma mais coerente e amistosa.
    Portanto, concordo quando Nietzsche ''defende a criança como um produto social'', mesmo por que esta já nasce inserida em uma cultura, que no caso da brasileira insiste em não respeita-las.

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  10. A criança não é vista como sendo parte ou propriedade de um ser individual ou uma família, mas muito alem disso, vista como um ser social, comum de uma nação, comunidade, grupo ou tribo, fazendo e sendo parte de uma peça da engrenagem que move uma sociedade. Sendo comum, e executando seus interesses.

    Gismar Martins de Oliveira Junior - BI de Humanidades - Noturno.

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  11. Substantivo feminino ou coletivo, não importa. A definição de família está muito além do conceito, assim como nossa capacidade em entendê-la ou mesmo compreendê-la, uma vez constituída de atividades que incluem questões de autoridade e de legitimidade, do exercício da persuasão e da força, do surgimento de conflitos e de questões éticas, morais, políticas, religiosas, estéticas. Mas, um fato é certo: antes mesmo de nascermos já se encontrava estabelecida, independente da posição social e/ou econômica em que estamos inseridos.

    Toda cultura carrega seus símbolos, transformando-os em marcos da passagem do imaginário para o consciente. Devido à profundidade e abrangência que venham adquirir, interagindo no processo de formação do imaginário coletivo, podem transformar-se em mitos. Isto posto, podemos afirmar que o mito encerra os padrões de comportamento humano, sendo por isso considerado um dos principais produtos de formação e manutenção da identidade de um povo.

    Seja por determinismo geográfico, seja por instinto autônomo de sobrevivência ou modo de produção, a verdade é que o homem, desde tempos remotos, constitui grupos, uniões, baseados em “bons hábitos”; a convivência em comum nem sempre fora de compreensão, apreço e respeitabilidade mútua ou mesmo solidariedade.

    Se assim observarmos, perceberemos quão flexível torna-se a definição de família, ou mesmo sua conceituação; o “modelo ideal” é aquele ao qual estamos incorporados.

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  12. ainda o matriarcado?

    acho essa dimensão social do indivíduo abordada tão diferente de uma concepção matriarcal e de responsabilidade e conexão efetiva de uma comunidade. é inegável que nos constituímos também socialmente, mas a lógica da nossa sociedade passa longe da solidariedade necessária para o funcionamento do matriarcado referido. em alguma medida, temos hoje como 'responsável' pelos menores de idade o Estado, que legisla tanto sobre a criação materna e paterna, como sobre o acesso ao sistema formal de educação e uma série de outras sociabilidades.
    tão recentemente acompanhamos um debate tão conservador e tão assustador e tão excludente sobre a redução da maioridade penal...
    essa lógica punitiva já me parece distante da lógica matriarcal referida. a tentativa de cada vez uma maior responsabilização penal dessas pessoas ainda tão jovens me parece apontar para uma direção quase oposta. Não vejo nisso um desejo coletivo em pensar as melhores maneiras de participar da criação da juventude, mas sim um movimento de distanciamento e de não-responsabilização pela ausência de direitos básicos aos quais muitas crianças sequer têm acesso.

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  13. A partir da leitura deste pequeno texto, chego a conclusão que essa mudança de ótica do patriarcado para o matriarcado reconhece o individuo como um ser social. Este fato retira a peculiaridade familiar do ser, inserindo-o em um contexto muito mais amplo. Há talvez a transferência, ou compartilhamento da responsabilidade na construção de um agente social, já que não é exclusividade dos pais prover o desenvolvimento de uma criança. Este desenvolvimento passa a ser os âmbitos sociais, suas instituições, o conjunto e harmonia desses fatores.

    Pedro David - BI humanidades

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  14. Há diversas tópicos interessantíssimos no Matriarcado, porém, como foi ressaltado no texto, acho engrandecedor destacar o filho não tendo um único pai, mas sim como filho da tribo, no nosso caso, filho da sociedade, afinal, são diversos centros de conhecimento (pessoas), onde ele convive com boa parte delas, ou seja, ele aprende muito mais com a tribo/sociedade do que com o próprio pai(quando tem um). Claro que a Mãe também ajuda na criação do(a) menino(a), mas como Matriarca ela tem outras afazeres. Entretanto, é mais comum afirmarem que o pai faz o papel de regulador rigoroso e a mãe faz o papel de carinho e receptividade, porém, isso não é uma regra e é bastante relativo, principalmente numa sociedade Matriarcal, onde a mãe faz papel de líder e tem ocupações muito maiores do que criar uma criança, por isso a tribo o cria com todos os conhecimentos possíveis a serem passados. Dessa forma, também é possível afirmar que uma criação matriarcal é muito mais rica do que uma criação patriarcal e podemos dizer que mais completa e formando um ser humano muito mais preparado para as adversidades da vida. É um assunto bastante interessante, que até mesmo algumas religiões como a Espírita já vem discutindo em algumas palestras.

    Gabriel Coelho - BI Humanidades 2016.2

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  15. As tendem a cada vez mais serem forçadas pelo sistema a educar seus filhos para a sociedade , negligênciando e a importação que seus filhos possuem de viverem seus gostos, Expô suas ideias e viver a vida da maneira como eles querem .Esse fenômeno se torna hereditário formando um ciclo aumento a dúvida , o medo , a descrença e o profundo abismo dentro do próprio eu do ser humano .

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  16. As tendem a cada vez mais serem forçadas pelo sistema a educar seus filhos para a sociedade , negligênciando e a importação que seus filhos possuem de viverem seus gostos, Expô suas ideias e viver a vida da maneira como eles querem .Esse fenômeno se torna hereditário formando um ciclo aumento a dúvida , o medo , a descrença e o profundo abismo dentro do próprio eu do ser humano .
    Matheus Araujo hora bi de artes 2017.2

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